31 July 2012

Frankie & Johnny

Frankie mora em Nova York, trabalha como garçonete em um café daqueles típicos americanos. Todos os dias ela sai para trabalhar de seu minúsculo apartamento no subúrbio, com seu uniforme, e volta no mesmo horário, e passa as noites em casa assistindo TV. Às vezes tem a companhia do seu vizinho gay e seu mais recente namorado.

Apesar de ter quarenta e poucos anos, Frankie é bonita, ou pelo menos parece, por baixo do rosto cansado, com olheiras, sem cor nem brilho. Sua existência se resume a sobreviver. Seu último ponto alto foi o batizado de um sobrinho em sua cidadezinha natal e a compra de um videocassete, que ninguém consegue instalar.
Sozinha, tem traumas de relacionamentos passados, com homens que a traíram ou a maltrataram, então ela desistiu do amor. Desistiu também de tentar mudar de vida, é melhor viver uma vida miserável conhecida do que se arriscar para mudar e sofrer. Deus me livre de sofrer um sofrimento novo!! E assim, Frankie se arrasta pela sua existência, sempre com a infelicidade e a monotonia estampadas no rosto.
Mas então Johnny aparece em sua vida. Contratado como o novo cozinheiro do café, ele não é nenhum príncipe encantado – pelo contrário. Com seus quase 50 anos, ele também é um homem que levou uma rasteira da vida, ou jogou alto demais e pagou por isso. Recém-saído da prisão por estelionato, Johnny é um sujeito boa praça que um dia tentou ir além e acabou perdendo o que tinha. Perdeu esposa, filhos, ficha limpa, autoestima. E passou a morar em um apartamento minúsculo, sozinho, em uma vida tão vazia quanto a de Frankie.
A diferença, no entanto, é que Johnny tem muita vontade de viver. Ele não tem medo de arriscar, e apesar de se sentir cansado e derrotado, ele não aceita desistir da vida, e consegue ver em Frankie a pessoa que ela pode ser – e se apaixona por ela. O sentimento é recíproco, ela o admira e se envolve com ele, mas assim que ele pede mais, ela dá um passo para trás. Quando ele quer ficar com ela, dar amor, dar tudo que ela sempre quis – uma companhia, um amor, uma vida a dois, colorir a existência dela – o medo do novo toma conta.
Johnny consegue ver em Frankie o que o bom observador também consegue ver: ela não é infeliz, ela escolheu ser infeliz. Ela tem um emprego ruim, mas poderia conseguir um melhor, ela é inteligente, jovem, capaz. Poderia facilmente estudar e mudar de emprego. Ganha mal e mora num apartamento pequeno, mas não é pobre. Foi muito bem criada em uma família do interior de classe média. É uma moça atraente e bonita. Ela tem tudo pra ser diferente, mas escolheu manter a vida estagnada, com a crença de que é mais fácil viver uma vida cinza, mas que não dê trabalho, do que arriscar e sentir as grandes emoções e prazeres de “viver” de verdade. E ela começa a ter muita raiva de Johnny por querer tirá-la desse conforto miserável – quem é ele pra atrapalhar a vida dela, que estava indo bem até agora?
Em um dos diálogos, ela diz ao amigo, indignada: “Ele me disse que me ama e quer ter filhos comigo, você acredita?”, ao que ele, irônico, responde “Que sem-vergonha!”
Frankie está deixando a oportunidade passar, escorregando entre seus dedos, à medida que mantém Johnny a distância, e ele a lembra: “Frankie, se você perder essa oportunidade, amanhã eu posso não estar mais aqui, e você pode acabar com o primeiro idiota que aparecer” – mas ela sabe exatamente como ela pode acabar, ela tem as colegas de trabalho como exemplos – aquela que busca o amor no sexo casual, sem nunca conseguir se envolver; aquela que finge ter 30 anos a mais do que tem, para que não haja risco de alguém se interessar por ela; e aquela que escolheu a solidão e morreu solitária, num velório com meia dúzia de pessoas. Ela sabe disso. E ela diz, chorando: “Eu não quero ficar sozinha, e eu não quero ficar com alguém, eu não sei o que eu quero” – há quem entenda exatamente o que ela está sentindo...
Finalmente, Frankie dá uma chance a Johnny, ao amor, e no dia seguinte o sol nasce, iluminando o quarto, a cama, e a sensação é de paz, é o fim de uma guerra interna onde ela decidiu pagar pra ver o que a vida pode trazer de novo para ela. E pela primeira vez no filme ela não tem mais aquele olhar cinza, ela dá um sorriso sincero e real.

Você está fazendo o que gosta nesse momento?

01 July 2012

Por que somos tão vampirizados energeticamente?

POR QUE SOMOS TÃO VAMPIRIZADOS ENERGETICAMENTE?
Não temos como negar, na maioria dos dias, ao final da tarde, normalmente nos sentimos esgotados. É comum vir aquele cansaço, aquela tensão, até uma dorzinha de cabeça e mal estar estomacal. Também vem a falta de paciência e o desânimo. O motivo: estamos exauridos de energia, ou melhor, dizendo, fomos sugados.
Qual é a causa para tantas perdas de energia? Por que somos tão vampirizados na nossa rotina de vida?
São muitos os fatores que podem promover os roubos energéticos, mas alguns são mais marcantes, logo significativos.
Antes de tudo é importante dizer que o corpo físico humano só existe e se mantém graças a uma força vitalizadora essencial que alguns chamam de fluido vital, outros de prana ou simplesmente Ki. São muitos os nomes dados ao longo da história da humanidade, mas o fato principal é que somos energia.
A força vital que nos alimenta recebe influencia direta dos pensamentos e sentimentos que desenvolvemos durante o dia, e é aí que residem os principais detalhes a serem observados quando o assunto for roubo de energia.
Pensamentos e sentimentos ruins prejudicam intensamente a qualidade da energia que abastece o campo de energia humano. Da mesma forma, pensamentos e sentimentos positivos promovem a manutenção desta bioenergia.
O problema é que somos seres muito emocionais, o que quer dizer, que facilmente entramos de cabeça em uma ou outra emoção intensa, e estas por sua vez, são como fogos de artifícios que explodem, expandem-se e movimentam-se freneticamente. Quando essa explosão de emoções acontece, seja pelo motivo que for, há um consumo excessivo de energia vital e a bioenergia humana se desequilibra. Então junte todos esses acontecimentos do dia, enumere-os um a um, e perceba que esses eventos são muito comuns na vida da esmagadora maioria das pessoas deste mundo.
Seu time perdeu nos pênaltis, você sente um estado de nervoso... Você se desgasta.
Você assiste a uma notícia muito ruim na televisão e sofre com isso... Você se desgasta.
Você sente raiva no trânsito... Você se desgasta.
Você sente medo de não conseguir pagar as suas contas... Você se desgasta.
Você se chateia com um amigo, parente ou cônjuge... Você se desgasta.
Você julga o comportamento alheio, faz muitas críticas... Você se desgasta.
Você reclama da vida, do seu cabelo, do seu cansaço... Você desgasta.
Todos esses eventos comuns na vida da maioria das pessoas são os principais responsáveis pelo estado de exaustão energética que normalmente nos encontramos ao entardecer. Este fator contribui muito para o aumento da intolerância, do estresse, da raiva, da falta de amor e das doenças físicas e emocionais no mundo.
Mas a principal causa de tudo isso é o esquecimento... Esquecer quem somos, de onde viemos e qual a nossa missão aqui na Terra.  Ter emoções é humano! Mas aprender a controlá-las também é uma habilidade humana de uma pessoa que esteja em sintonia com ela mesma, com a sua essência ou Eu interior.
Não podemos mais viver no “piloto automático”, sem pensar nossos propósitos e sem cuidar da nossa alma. Podemos nos encontrar com a nossa essência no banco do trem, avião ou metrô, na fila de um banco e até mesmo em pequenos intervalos de um ou dois minutos que temos antes e depois das refeições.
Não devemos fechar os olhos apenas para dormir, mas para olhar para dentro. Precisamos aprender a ouvir o que a nossa essência fala. E ela fala!
Podemos dar inúmeras dicas que são incríveis para reverter esse processo de exaustão energética, ou como dizemos na comunidade espiritualista, vampirismo energético. Mas a principal dica, ou melhor, a causa raiz do problema é que deve ser observada: o esquecimento de quem somos e da nossa essência.
Volte-se para você durante o seu dia, ouça a voz da sua consciência, respire fundo alguns minutos, eleve-se a Deus, faça uma oração do seu jeito e desenvolva a gratidão.
Se você tomar essas práticas como uma rotina, em uma semana você já será uma nova pessoa. Pode fazer o teste!

Retirado do site: www.luzdaserra.com.br